Quem somos?

Minha foto
Somos um Ministério de Evangelização de Crianças da Diocese de São José dos Campos desde 1999. Utilizamos como recurso de evangelização o teatro. Também organizamos formações para evangelizadores e catequistas. Estamos sempre a disposição! Precisando é só mandar um mail para cantinhodanjos@gmail.com Vamos levar nossas crianças para Jesus!!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Evangelho de Lucas 24, 13-35

Missa de 30 de Abril de 2017


Resultado de imagem para Lc 24,13-35
TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA
DISCÍPULOS DE EMAÚS

Leituras
Primeira Leitura At 2,14.22-33
Salmo 15 / 16
Segunda Leitura 1Pd 1,17-21
Evangelho Lc 24,13-35
Liturgia Diária

Mensagem Principal
Neste terceiro Domingo da Páscoa Jesus está presente e nos dá força para prosseguirmos em nossa missão.  O Senhor ressurgiu! Ele vive e venceu!
Fonte: Folheto Nova Aliança

Para ajudar a refletir e entender o evangelho de hoje:

Preparem-se... estamos preparando o alimento espiritual para os preferidos de Jesus: as crianças!

MENSAGEM

A cena coloca-nos, em primeiro lugar, diante de dois discípulos que vão a caminho de Emaús. Um chama-se Cléofas; o outro não é identificado (como se Lucas quisesse dizer que podia ser ”qualquer um” dos crentes que tomam conhecimento da história). Os dois estão, nitidamente, tristes e desanimados, pois os seus sonhos de triunfo e de glória ao lado de Jesus ruíram pela base, aos pés de uma cruz. Esse Messias poderoso, capaz de derrotar os opressores, de restaurar o reino grandioso de David (”nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel”) e de distribuir benesses e honras aos seus colaboradores diretos revelou-se, afinal, um ”bluff”, um rotundo fracasso. Em lugar de triunfar, deixou-Se matar numa cruz; e a sua morte é um facto consumado pois ”é já o terceiro dia depois que isto aconteceu” (o ”terceiro dia” após a morte é o dia da morte definitiva, do não regresso do túmulo). Abandonam a comunidade – que, doravante, não parece fazer qualquer sentido – e regressam à sua aldeia, dispostos a esquecer o sonho, a pôr os pés na terra e a enfrentar, de novo, uma vida dura e sem esperança. A discussão entre eles a propósito de ”tudo o que tinha acontecido” (vers. 14) deve entender-se neste enquadramento: é essa partilha solidária dos sonhos desfeitos que torna menos doloroso o desencanto.
Na sequência, o autor do relato introduz no quadro uma nova personagem: Jesus. Ele faz-se companheiro de viagem destes discípulos em caminhada, interroga-os sobre ”o que se passou nestes dias” em Jerusalém, escuta as suas preocupações, torna-se o confidente da sua frustração.
Os dois homens contam a história do ”mestre” cuja proposta os seduziu; mas a versão que contam termina no túmulo: falta, na sua descrição, a fé no Senhor ressuscitado – ainda que conheçam a tradição do túmulo vazio.
Para responder às inquietações dos dois discípulos e para lhes demonstrar que o projeto de Deus não passava por quadros de triunfo humano, mas pelo amor até às últimas consequências e pelo dom da vida, ”começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que lhe dizia respeito”.
É na escuta e na partilha da Palavra que o plano salvador de Deus ganha sentido: só através da Palavra de Deus – explicada, meditada e acolhida – o crente pode perceber que o amor até às últimas consequências e o dom da vida não são um fracasso, mas geram vida nova e definitiva. A escuta da Palavra de Deus dá a entender ao crente a lógica de Deus e demonstra-lhe que a vida oferecida como dom não é perdida, mas é semente de vida plena. Os discípulos percebem, então, que ”o messias tinha de sofrer tudo isso para entrar na glória”: a vida plena e definitiva não está – de acordo com os esquemas de Deus – nos êxitos humanos, nos tronos, no poder; mas está no serviço simples e humilde aos irmãos, no dom da vida por amor, na partilha total daquilo que somos e que temos com os irmãos que caminham lado a lado connosco nos caminhos da vida.
Os três (Jesus, Cléofas e o discípulo não identificado) chegam, finalmente, a Emaús. Os discípulos continuam a não reconhecer Jesus, mas convidam-n’O a ficar com eles. Ele aceita e sentam-se à mesa. Enquanto comiam, Jesus ”tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho”. As palavras usadas por Lucas para descrever os gestos de Jesus evocam a celebração eucarística da Igreja primitiva. Dessa forma, Lucas recorda aos membros da sua comunidade que é possível encontrar Jesus vivo e ressuscitado – esse Jesus que por amor enfrentou a cruz, mas que continua a fazer-Se companheiro de caminhada dos homens nos caminhos da história – na celebração eucarística dominical: sempre que os irmãos se reúnem em nome de Jesus para ”partir o pão”, Jesus lá está, vivo e atuante, no meio deles.
A última cena da nossa história põe os discípulos a retomar o caminho, a regressar a Jerusalém e a anunciar aos irmãos que Jesus está, efetivamente, vivo.
Quando Lucas escreve o seu Evangelho (década de 80), a comunidade cristã defrontava-se com algumas dificuldades. Tinham decorrido cerca de cinquenta anos depois da morte de Jesus, em Jerusalém. A catequese dizia que Ele estava vivo; mas no dia a dia de uma vida monótona, cansativa e cheia de dificuldades, era difícil fazer essa experiência. As testemunhas oculares de Jesus tinham já desaparecido e os acontecimentos da paixão, morte e ressurreição pareciam demasiado distantes, ilógicos e irreais. ”Se Jesus ressuscitou e está vivo, como posso encontrá-l’O? Onde e como posso fazer uma verdadeira experiência de encontro real com esse Jesus que a morte não conseguiu vencer? Porque é que Ele não aparece de forma gloriosa e não instaura um reino de glória e de poder, que nos faça triunfar definitivamente sobre os nossos adversários e detratores?” – perguntavam os crentes das comunidades lucanas.
É a isto que o catequista Lucas vai procurar responder. A sua mensagem dirige-se a esses crentes que caminham pela vida desanimados e sem rumo, cujos sonhos parecem desfazer-se ao encontro da realidade monótona e difícil do dia a dia.
Lucas diz: nós, homens, podemos ter devaneios de grandezas e sonhar com intervenções espetaculares e decisivas de Deus na história humana; mas esses não são os esquemas de Deus… Não será numa intervenção desse tipo que encontraremos Jesus, vivo e ressuscitado. No entanto, Ele está vivo e caminha ao nosso lado nos caminhos do mundo. Às vezes, não conseguimos reconhecê-l’O, pois os nossos corações estão cheios de perspectivas erradas acerca do que Ele é, dos seus métodos e do que Ele pretende; mas, apesar de tudo, Ele faz-Se nosso companheiro de viagem, caminha connosco passo a passo, alimenta a nossa caminhada com a esperança que brota da sua Palavra, faz-Se encontrar na partilha comunitária do pão (Eucaristia).
Na catequese lucana aparece, sobretudo, a ideia de que é na celebração comunitária da Eucaristia que os crentes fazem a experiência do encontro com Jesus vivo e ressuscitado. A nossa narração apresenta o esquema litúrgico da celebração eucarística: a liturgia da Palavra (a ”explicação das Escrituras” – que permite aos discípulos entenderem a lógica do plano de Deus em relação a Jesus) e o ”partir do pão” (que faz com que os discípulos entrem em comunhão com Jesus, recebam d’Ele vida e que O reconheçam nesses gestos que são o ”memorial” do dom da vida e da entrega aos homens).
Há ainda uma última mensagem: depois de fazer a experiência do encontro com Cristo vivo e ressuscitado na celebração eucarística, cada crente é, implicitamente, convidado a voltar à estrada, a dirigir-se ao encontro dos irmãos e a testemunhar que Jesus está vivo e presente na história e na caminhada dos homens.

Ideia de roteiro para teatro
(Entra o Personagem A (PA) falando sozinho, todo triste e não vê o Personagem B (PB) quando chega)

PA: Oi amigo, por que você está tão borocochô?

PB (refletindo sozinho e não vê o amigo): Puxa, que pena, nunca mais vou vê-lo!

PA: Ei amigo, óia eu aqui... fala comigo!!!

PB: Ah, oi!

PA: Oi! O que houve?

PB: Sabe o que é!?! Meu amigo da escola se mudou pra outro país e eu estou muito triste pois nunca mais vamos nos ver!

PA: Puxa que pena... você parece gostar muito dele!

PB: Sim, gosto muito, é meu melhor amigo entre todos os meu melhores amigos... e fico triste porque ele é diferente, divertido, alto astral... sempre me conta histórias novas, ensina novas brincadeiras! E agora que ele se foi acabou tudo!

PA: Nossa! Como assim acabou tudo?!?!

PB: Claro... ele não estará mais aqui!

PA: Ah, mas tenho certeza que você aprendeu muitas coisas com ele, não aprendeu?

PB: Aprendi sim! Aprendi tudo... me sinto até feliz em pensar em tudo o que vivemos juntos!

PA: Então nada acabou!

PB: Como assim?

(Catequista (C) entra)

C: Oi crianças!!!

PA: Oi catequista, que bom que chegou!!! Eu ía agora mesmo contar aquela história do evangelho para o PB!

C: Ia? E por que?

PA: Porque o amigo que ele tanto ama foi embora pra outro país e ele está triste dizendo que tudo o que eles viveram acabou!

C: Agora estou entendendo! Como aconteceu com os amigos de Jesus!

PB: O que aconteceu com os amigos de Jesus?

C: Eles ficaram triste e desanimados quando Jesus se foi...

PA: Mas nesse caso Jesus não foi morar em outro país... ele morreu... foi preso e crucificado!

C: Jesus sabia que passaria por tudo isso e prometeu para os seus amigos que voltaria, que ressuscitaria dos mortos.

PA: Seus amigos ficaram tão tristes com sua morte que se esqueceram da promessa de ressurreição!

C: Verdade! Eles lembravam de todas as maravilhas que Jesus realizou, de todos seus ensinamentos, de todas as curas e milagres... só não se lembraram que Ele disse que voltaria!

PB: Mas por que eles não se lembraram da promessa de Jesus?

C: Porque ficaram cegos de tristeza!!! Estavam tão tristes com sua morte que passaram a caminhar sem esperança, sem fé e sem ânimo! Acharam que tudo estava acabado! Achavam que tudo o que Jesus tinha dito e ensinado antes não tivesse mais sentido!

PB: E o que mais aconteceu?

C: Jesus cumpriu sua promessa e se revelou aos seus amigos! Passados 3 dias Ele ressuscitou! Se mostrou vivo!!!

PA: Aleluia!

C: Sim! Jesus veio mostrar que não os abandonou, que eles não estavam sozinhos! Que nada havia acabado, como eles pensaram!

PB: Puxa, estou entendendo!

C: Ainda hoje muitas vezes é assim. Nos desanimamos com alguma coisa, nos sentimos abandonados e desamparados, perdemos a esperança e a fé...

PB: Como eu me sinto com a partida do meu amigo para tão longe!

C: Exatamente! Anos e anos atrás Jesus pediu a seus amigos o que ele nos pede hoje! Que não desanimemos, que nossa caminhada seja cheia de esperança e fé, pois ninguém está só, ninguém está abandonado, pois pela Sua ressurreição Ele se tornou nossa melhor companhia!

PA: E Ele nos ensinou tantas coisas!

C: E nós temos que viver seus ensinamentos, ser fiéis e crer, sabendo que Ele sempre está conosco! Nunca nos abandonará!

PB: Ah personagem A, entendi quando você diz que nada acabou...

PA: Que bom! Pois não é porque seu amigo foi embora que você vai deixar de brincar as brincadeiras que ele ensinou... Agora você tem a chance de ensinar outros amigos essas brincadeiras!

PB: E também posso contar as histórias que ele me ensinou!

C: Sim! Essa é uma ótima maneira de você levá-lo sempre no coração, passando pra outros amigos as alegrias que você recebeu!

PB: E quem sabe um dia a gente não se encontra novamente!?!

PA: E lembre-se! Jesus ressuscitou! Você nunca estará sozinho!!!!

C: Então vamos pedir que o Espirito Santo, deixado para nós por Jesus, possa nos ajudar a permanecer no caminho do Senhor com muita alegria, fé e esperança. Que ele possa gravar em nossos corações todos os ensinamentos de Jesus e nos levar a praticá-los. Assim, as pessoas que estão ao nosso redor saberão que somos seguidores de Jesus! Amém.

Sugestão de Música





Ideia para trabalhar esse Evangelho

Vendar as crianças, dando a elas o objetivo de encontrar alguma coisa! (a venda faz menção à cegueira dos discípulos de Emaús). 

Deixe-as procurando até que fiquem bem desanimadas por nada encontrar! Vá dizendo: - Tá frio! Tá frio... Até que a brincadeira perca a graça! 

Após, tirar as vendas das crianças e refletir com elas que apenas quando enxergamos e reconhecemos Jesus é que podemos seguir animados e confiantes, cheios de fé e esperança.

Oração

Espírito Santo, me ajuda a caminhar com esperança, fé e alegria, que eu saiba reconhecer Jesus e tenha sempre a certeza que de que o Senhor vive e está sempre comigo! 

Amém!

4 comentários:

  1. Trabalho maravilhoso,obrigada.Tem sido muito bom para os encontros de catequese.Deus lhes abençoe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pelo carinho da sua mensagem Maria José!!
      Mensagens assim fortalecem nossa missão!
      Que Deus abençoe seu lindo trabalho de preparar os pequenos para encontrar Jesus na Eucaristia!!
      Abraço Fraterno,
      Turminha do Cantinho dos Anjos

      Excluir
  2. Obrigada,gostei muito das postagéns com antecedência .Deus abençoe todos voçês.A paz do Senhor Jesus !!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pelo carinho da sua mensagem!!
      Estamos nos esforçando para manter a antecedência nas postagens!!!
      Que Deus continue nos abençoando nesta linda missão de evangelizar os pequeninos do Senhor!!
      Abraço Fraterno
      Turminha do Cantinho dos Anjos

      Excluir